De quem são as próximas vagas para o conselho do TCE?

Após a nomeação do último Conselheiro em 2013, Washington Oliveira, surge a necessidade de um novo após a aposentadoria de Nonato Lago. Mas afinal, de quem, de fato, é a nova vaga para o Conselho do TCE: a Assembleia Legislativa ou o Ministério Público de Contas?

Este impasse não é novo. Já havia a discussão se a vaga da época para o TCE seria do Legislativo ou do Ministério Público de Contas. Ao final, os próprios membros do Ministério Público de Contas reconheceram que se tratava de vaga da Assembleia Legislativa. Novamente, com mais uma aposentadoria, desta vez, do conselheiro Nonato Lago, o imbróglio volta às manchetes dos veículos de imprensa maranhenses. No entanto, a partir de uma análise minuciosa da legislação, podemos concluir que a vaga (e a próxima) também será do legislativo. Entenda.

Antes do atual modelo dos tribunais de contas estaduais, os conselheiros desses órgãos eram escolhidos pelo Poder Executivo, ratificados pelo Legislativo. Atualmente, após a edição da Súmula nº 653 do Supremo Tribunal Federal, feita justamente para harmonizar as dissonâncias entre as constituições estaduais, o número de indicações foi padronizado, restando estabelecidas quatro vagas para o Legislativo e três para o Executivo.

Dos conselheiros empossados pelo TCE-MA, é possível verificar que quatro vagas foram indicadas pelo Executivo, sendo três antes da promulgação da constituição estadual de 1989 (Raimundo Oliveira, Álvaro César e Nonato Lago), restando apenas o Conselheiro Caldas Furtado como indicado pelo Executivo após a referida Carta Magna Estadual. Os outros três conselheiros foram indicados pelo Legislativo: Washington Oliveira, Jorge Pavão e Edmar Cutrim.

Com essa configuração, atualmente, o Conselho do Tribunal de Contas do Estado encontra-se em desequilíbrio quanto à proporcionalidade de cadeiras já prevista em legislação vigente: o Executivo tem quatro vagas e o Legislativo possui apenas três.

Em face disso, não restam dúvidas de que a Assembleia Legislativa seja detentora da próxima cadeira a ficar vaga no Conselho do TCE e isso é sustentado por dois motivos. No primeiro, o STF entende que, na fase de transição para o novo modelo, deve ser priorizado o equilíbrio na proporção das vagas entre o Governo e Assembleia Legislativa que, hoje, não há. Assim, caso a vaga seja preenchida por uma indicação do Executivo, o Estado não estaria respeitando a jurisprudência federal, desrespeitando, também, o princípio da simetria entre as constituições federal e estadual. Isso pode ser observado pela reprodução da composição do Tribunal de Contas da União (TCU), onde seis cadeiras são do Legislativo e apenas três do Executivo. A maior quantidade de cadeiras do Legislativo não é por acaso; visa reforçar o princípio de harmonia e separação de poderes.

Após o equilíbrio, o segundo ponto sustentado pelo STF é que seja respeitada a vinculação da vaga à origem do conselheiro: se do Executivo ou Legislativo. Em julgados, o STF também entende que a posse de novos conselheiros após a Constituição Federal de 88 deve respeitar a origem de cada vaga. Se, por exemplo, a cadeira que ficar vaga for de um indicado anteriormente pelo Legislativo, a competência de indicação para essa vaga é somente da Assembleia Legislativa. Em função desse entendimento, além desta que será aberta, o Legislativo também indicará um nome para a próxima vaga, isso porque o conselheiro Edmar Cutrim, que se aposentará, é de origem do Legislativo, cuja posse foi feita em outubro de 2000.

Diante do exposto, as duas vagas são da Assembleia Legislativa e ao Ministério Público de Contas resta aguardar o processo de transição proposto pelo STF e a vacância do próximo assento de um indicado pelo Executivo.

Yglésio e ONGs garantem mais segurança para a Praça dos Gatos

O deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) informou, durante a sessão plenária desta quarta-feira (4), que a Praça dos Gatos, no bairro Areinha, ganhará três novas câmeras de monitoramento e passará a contar com reforço na segurança policial.

Os benefícios resultam de uma articulação entre o parlamentar, o Nogueira Protetor e as ONGs Lar de Noé, Dindas Formiguinha e Amada São Luís, além do suporte da OAB-MA, por meio da Comissão de Defesa e Proteção dos Animais.

Município de São Luís é condenado e deve resgatar e buscar abrigo para  animais da Praça dos Gatos - Imirante.com
Foto: O Estado – A Praça dos Gatos fica localizada no bairro Areinha

Além das ONGs, o deputado destacou a participação essencial de secretarias estaduais e municipais, bem como da empresa que doou os equipamentos.

“Agradeço o apoio da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã; do secretário Marcos Afonso, que nos orientou para que pudéssemos atingir o nosso objetivo; da Secretaria de Estado de Segurança Pública, representada pelo secretário Jefferson Portela, e da Secretaria de Tecnologia do Maranhão, que colocou a fibra ótica. Agradeço, também, à empresa Net Solutions, que doou três câmeras”, destacou.

Há mais de cinco anos que as ONGs pleiteiam mais segurança para a Praça dos Gatos, tendo em vista os flagrantes de maus-tratos contra os felinos que lá vivem. Além disso, o local é ponto de casos recorrentes de abandono de animais. 

Yglésio destaca dificuldades enfrentadas pela população em Paço do Lumiar

Nesta terça-feira (03), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa, que retornou do recesso parlamentar, o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) voltou a e posicionar sobre a situação da saúde pública do município de Paço do Lumiar, especialmente sobre o atendimento de urgência. Ocorre que, há quase um ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do município foi descredenciado pelo Ministério da Saúde em decorrência de irregularidades na transparência e aplicação do recurso destinado.

“Já vai fazer quase um ano do descredenciamento do SAMU de Paço do Lumiar e não funcionar. Todo esse tempo e a prefeita Paula Azevedo não consegue colocar um SAMU na rua”, pontuou.

Paço do Lumiar
Kristiano Simas/Agência Assembleia – O deputado estacou que os cidadãos luminenses não têm suporte do município em casos de atendimento de urgência

Com o descredenciamento, o parlamentar destacou as consequências enfrentadas pela população luminense, que está há mais de dez meses sem disponibilidade do serviço de urgência.

“Frente ao descredenciamento do Samu, ela também não consegue pegar o contrato de aluguel de ambulâncias e dar a mínima fluidez aos serviços. Qual que é o resultado? O cidadão se machuca, teve um acidente, ele fica uma hora e meia no sol quente com os populares ao redor colocando, às vezes papelão, em cima do cidadão para além do sol quente, da insolação que vem, ele ter um mínimo de conforto, porque ele já está sentindo dor”, destacou o deputado.

Denúncias em Paço do Lumiar

O deputado tem utilizado os meios de comunicação para denunciar a situação da saúde no município, além de veicular casos em que, pela falta do serviço móvel de urgência, pessoas acidentadas precisam esperar por horas para receber atendimento.

Além dos meios de comunicação, o parlamentar também tem feito denúncias aos órgãos fiscalizadores, com o objetivo de investigar a aplicação de recurso público destinado para a saúde do município. Um ponto essencial é o recurso federal destinado para a covid-19: a prefeitura não declarou todo o recurso recebido para este fim.

Deputado Yglésio solicita Ronda Escolar para escolas de Imperatriz

Por meio de indicações recentemente enviadas ao Governo do Estado, dando destaque para a Secretaria Estadual de Segurança Pública, o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) solicitou que escolas públicas estaduais, situadas no município de Imperatriz, fossem incluídas no programa Ronda Escolar.

O objetivo da solicitação, como já sugere, é o de garantir maior segurança no retorno às aulas presenciais, que estão previstas para o dia 02/08.

imperatriz
Imagem/G1 MAranhão – O Programa Ronda Escolar ajuda a garantir mais segurança nas escolas públicas do Maranhão

Escolas incluídas

Entre as unidades citadas estão a Escola Estadual Vespasiano Ramos, Escola Estadual Urbano Rocha, Escola Estadual União, Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves, Escola Estadual São José Do Egito, Escola Estadual Santa Rita de Cassia, Escola Estadual Rui Barbosa e a Escola Estadual Raimundo Soares da Cunha.

O deputado falou sobre a importância de garantir mais segurança para os alunos da educação estadual, em meio a uma situação pela qual ainda passamos.

“Apesar dos avanços e já com o retorno às aulas previsto para o próximo dia 02 (de agosto), a gente precisa garantir que os nossos alunos tenham um sentimento de segurança ao sair de suas casas para estudar. Essa sempre foi uma necessidade das pessoas, mas ficou ainda maior por conta da pandemia. O nosso papel é o de lutar para que isso ocorra de modo que cada aluno da educação estadual possa ir e permanecer na escola com aquele sentimento de segurança, principalmente neste momento em que, mesmo com todo o esforço da educação estadual, tivemos tantos prejuízos”, destacou.

Atualmente, Imperatriz tem somado casos de criminalidade dentro do município, o que acaba deixando a população sensível ao sair de casa. Por isso, as solicitações do parlamentar se mostram enquanto pertinentes em relação à segurança nas escolas.

Deputado Yglésio quer baratear conta de luz de entidades filantrópicas no Maranhão

Em entrevista à TV Mirante, nos últimos dias, o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) reforçou que vem articulando uma redução na conta de luz de entidades filantrópicas, tanto na capital quanto no interior do Estado, junto à Secretaria de Estado da Fazenda. Essa redução, segundo o deputado, será possível com a isenção das entidades do pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que vem normalmente incluso na fatura.

Em números práticos, o parlamentar explicou como a redução impactará nas contas de luz das entidades filantrópicas, a exemplo do Hospital do Câncer Aldenora Bello, além de como o recurso poderá ser aplicado.

“Para uma instituição como o Aldenora Bello, só de ICMS mensalmente, se paga R$ 20 mil desse imposto na conta de luz. Então, o que vai acontecer? Se a gente consegue essa isenção, que já estamos em vias finais de conseguir, em quatro anos, a gente tem uma economia aproxima de R$ 1 milhão, que podem e deverão ser aplicadas na compra e manutenção de equipamentos, medicamentos e tudo aquilo que possa garantir um melhor atendimento para a comunidade”, explicou.

Ainda de acordo com o deputado, uma instituição como a Santa Casa de Misericórdia de São Luís, por exemplo, que possui um consumo elétrico mensal semelhante ao do Aldenora Bello, terá um nível aproximado de economia. Além disso, mesmo com a isenção das entidades desse imposto, “os valores que deixarão de ser pagos nas contas de luz não prejudicam a arrecadação do Estado”, disse o parlamentar.

Entidades filantrópicas beneficiadas

Entre as entidades filantrópicas que poderão ser beneficiadas com a isenção estão a Fundação Antonio Jorge Dino (Aldenora Bello), Santa Casa de Misericórdia de Cururupu, Centro Assistencial Elgitha Brandão – Maternidade Maria do Amparo, Centro Comunitário Católico do Anjo da Guarda – Hospital Comunitário Nossa Senhora da Penha, Santa Casa de Misericórdia do Maranhão e a Sociedade Beneficente São Camilo – Hospital São José.

entidades filantrópicas
Imagem/G1 Maranhão – O Hospital do Câncer Aldenora Bello deve econmizar cerca de R$ 1 mi em quatro anos com a isenção do pagamento do ICMS na conta de luz

Na última Sessão Plenária da Assembleia Legislativa antes do recesso parlamentar, o deputado destacou que, na última reunião com o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o Maranhão aderiu a um convênio que garante a isenção do pagamento do ICMS pelas entidades filantrópicas. Isso representa mais um avanço nas tratativas para o objetivo final.

“A partir da nossa indicação, do nosso trabalho junto à Sefaz com o secretário Marcellus Ribeiro, nós conseguimos, na última reunião do Confaz, finalmente, aderir ao convênio do Mato Grosso. E agora, a gente passa a ter essas entidades filantrópicas com descontos, isenções completas dentro da conta de luz, o que termina sendo significativo”, informou.

Prazos

Apesar dos avanços nas tratativas, as entidades filantrópicas citadas ainda não dispõem do desconto em discussão. No entanto, conforme destacou o deputado na última sessão plenária, as expectativas são positivas e dentro de aproximadamente 20 dias, o ICMS já não fará mais parte da conta de luz daquelas instituições filantrópicas de saúde.

Governo atende indicação de Yglésio e apresenta proposta de redução no valor do absorvente íntimo

Atendendo a uma solicitação do deputado Yglésio (PROS), o governador Flávio Dino (PSB) informou na manhã desta quinta-feira (14), por meio de suas redes sociais, que encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que inclui o absorvente íntimo feminino aos itens da cesta básica. Isso deve reduzir o valor do ICMS em 33%, influenciando diretamente no valor do produto, que acaba ficando mais barato e facilitando o acesso das mulheres. A ação deve contribuir para o combate à pobreza menstrual.

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Divulgação/Jornal O Globo: A pobreza menstrual afeta a assiduidade das estudantes na escola

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Há alguns meses, o deputado deu início à discussão sobre a necessidade de políticas públicas voltadas para o combate à pobreza menstrual no Maranhão, estado mais pobre da federação.

“Em meio a esse cenário de extrema vulnerabilidade econômica, se faz necessária a aplicação de políticas públicas capazes de garantir a manutenção da saúde dessas mulheres, pois pobreza menstrual é uma questão de saúde pública e não podemos fechar os olhos para esse problema”, afirmou o parlamentar e médico Yglésio Moyses.

Distribuição de absorventes nas escolas estaduais

O governo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, inclusive, chegou a acatar outra indicação do deputado que sugeria a distribuição de absorventes íntimos nas escolas estaduais. A ideia do parlamentar sobre essa distribuição era de garantir que as estudantes não deixem de frequentar a escola no período menstrual, pois como muita não possuem condições de comprar, acabam utilizando outros método ineficientes de contensão do sangramento.

Pobreza menstrual

A pobreza menstrual decorre de uma série de fatores socioeconômicos que não permitem os devidos cuidados das mulheres neste período do mês. A falta de banheiros com boa estrutura e higienizados nas escolas é um dos problemas enfrentados por elas, mas o principal é a falta de dinheiro, conforme já destacou o deputado em outras oportunidades.

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Divulgação/O POVO Online – A pobreza menstrual afeta cada vez os mais pobres em função da pandemia

Em 2019, cerca de 25,94% das mulheres viviam abaixo da linha da pobreza e, consequentemente, não puderam pagar por materiais básicos de higiene menstrual. Com a pandemia, o cenário piorou.