Atendendo a uma solicitação do deputado Yglésio (PROS), o governador Flávio Dino (PSB) informou na manhã desta quinta-feira (14), por meio de suas redes sociais, que encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei que inclui o absorvente íntimo feminino aos itens da cesta básica. Isso deve reduzir o valor do ICMS em 33%, influenciando diretamente no valor do produto, que acaba ficando mais barato e facilitando o acesso das mulheres. A ação deve contribuir para o combate à pobreza menstrual.

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Divulgação/Jornal O Globo: A pobreza menstrual afeta a assiduidade das estudantes na escola

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Há alguns meses, o deputado deu início à discussão sobre a necessidade de políticas públicas voltadas para o combate à pobreza menstrual no Maranhão, estado mais pobre da federação.

“Em meio a esse cenário de extrema vulnerabilidade econômica, se faz necessária a aplicação de políticas públicas capazes de garantir a manutenção da saúde dessas mulheres, pois pobreza menstrual é uma questão de saúde pública e não podemos fechar os olhos para esse problema”, afirmou o parlamentar e médico Yglésio Moyses.

Distribuição de absorventes nas escolas estaduais

O governo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, inclusive, chegou a acatar outra indicação do deputado que sugeria a distribuição de absorventes íntimos nas escolas estaduais. A ideia do parlamentar sobre essa distribuição era de garantir que as estudantes não deixem de frequentar a escola no período menstrual, pois como muita não possuem condições de comprar, acabam utilizando outros método ineficientes de contensão do sangramento.

Pobreza menstrual

A pobreza menstrual decorre de uma série de fatores socioeconômicos que não permitem os devidos cuidados das mulheres neste período do mês. A falta de banheiros com boa estrutura e higienizados nas escolas é um dos problemas enfrentados por elas, mas o principal é a falta de dinheiro, conforme já destacou o deputado em outras oportunidades.

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Divulgação/O POVO Online – A pobreza menstrual afeta cada vez os mais pobres em função da pandemia

Em 2019, cerca de 25,94% das mulheres viviam abaixo da linha da pobreza e, consequentemente, não puderam pagar por materiais básicos de higiene menstrual. Com a pandemia, o cenário piorou.