Dando continuidade à série de entrevistas do jornal O Imparcial, intitulada: “A pergunta é…”, direcionada semanalmente aos pré-candidatos à Prefeitura de São Luís para que possam responder sobre diversos temas inerentes ao cotidiano da população da Ilha. A pergunta desta semana é: “Diante da crise econômica que o país atravessa e o agravamento desse setor, por conta da pandemia do novo coronavírus, qual o seu projeto para geração de emprego e renda voltado para a população ludoviscense?

Confira como o pré-candidato Dr. Yglésio (PROS)

Antes da pandemia, nos dois primeiros meses do ano o Brasil mostrava sinais de recuperação econômica com um aumento de 50% de criação de novos empregos comparado ao mesmo período do ano passado. A crise sanitária representou a perda de 1,5 milhão de empregos. Temos que destacar, por outro lado, que a crise da pandemia só veio para agravar um sério problema que temos em São Luís: o de geração de emprego e renda.

Por onde passo e converso com as pessoas percebo que os nossos jovens não têm oportunidade de um emprego há muito tempo, a capacitação e falta de experiência são entraves na hora de conseguir uma oportunidade no mercado de trabalho. Os últimos anos castigaram nossa economia, atingindo até os profissionais com mais capacitação. As mulheres são muito vulneráveis, quando elas têm mais idade é quase impossível que sejam reinseridas no mercado. Por ouvir essas pessoas e entendê-las, temos que desenvolver políticas públicas que estejam em consonância com a necessidade dos ludovicenses.

O comércio e o setor de serviços foram um dos mais atingidos durante a pandemia. Como recuperá-los? Entendendo a vocação que a cidade tem. A Prefeitura tem que ser uma parceira dos empreendedores, incentivar a atividade empresarial e consolidar um ambiente de novos negócios, com segurança jurídica para que a iniciativa privada tenha interesse em se instalar em São Luís e gerar emprego para nossa gente. Eventuais propostas que versem sobre redução de alíquotas tributárias não significam que vamos arrecadar menos, pelo contrário, o retorno em geração de emprego pode ser muito mais benéfico ao município que mera ampliação do erário.
Não podemos enxergar o emprego informal como um inimigo da gestão municipal, os ambulantes não são criminosos, são pessoas que querem trabalhar, querem renda. Quando tiramos essa opção de renda, oferecemos a criminalidade como saída e isso é inaceitável. Temos que ouvi-los, trazer para perto da Prefeitura e oferecer consultoria técnica. O diálogo é essencial para que essa atividade seja respeitada e seja transitória, mostrando que a formalidade oferece vantagens para esses trabalhadores.

Vou criar Centros de Apoio ao Trabalhador e ao Empregador, que funcionarão como uma rede de atendimento para aqueles que buscam orientação e inserção no mercado de trabalho. É necessário promover, por meio destes centros, o fomento ao empreendedorismo e autoemprego, além de prestar atendimento ao cidadão para apresentar a formalidade do trabalho e orientar sobre questões trabalhistas e previdenciárias.