O deputado Yglésio tratou no Plenário da Assembleia
Legislativa do Maranhão, nesta terça-feira (19), sobre a chegada das manchas de
óleo na cidade de Tutóia. Ao tratar do assunto, o parlamentar criticou o
Governo Bolsonaro que tem desvirtuado a discussão ambiental em discurso ideológico
vazio.
“O desmatamento, dados do próprio Governo, neste
ano, aumentou 31%. O Ministro do Meio Ambiente, o senhor Ricardo Sales, que
inclusive veio aqui ao Maranhão, fazer uma visita a região de Santo Amaro, ele
disse que esse vazamento teria sido o navio do Greenpeace o responsável.”,
disse no plenário.
O deputado estadual destacou que o Governo Federal
fica a todo momento tentando contrapor os dados do próprio governo e avançam a
cada dia para acabar com as punições que podem coibir crimes ambientais. “A
todo tempo, eles [Governo Bolsonaro] tentam contrapor os dados, tentam destruir
os mecanismos de sanção administrativa do Governo Federal para coibir aumento
de desmatamento, poluição de rios, desmatamento de mananciais, uma série de
coisas muito graves”, destacou Yglésio.
Ao falar dos impactos, o parlamentar lembrou que as
manchas retiradas do mar e da areia não são as mais graves. “O mais grave é o
que está na água, submerso, é a mancha de óleo que vem silenciosa, é a mancha
de óleo que assassina a fauna marinha”, explicou.
O parlamentar destacou as providências que tomou
diante do evento em Tutóia. “Protocolamos agora pela manhã, os requerimentos ao
Ministério do Meio Ambiente, à própria Secretaria Estadual de Meio Ambiente,
Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Tutoia, Conselho Estadual de Meio
Ambiente, IBAMA, ICMbio, Ministério Público Federal, Procuradoria do Meio
Ambiente, Ministério Público Estadual, Promotoria do Meio Ambiente e a própria
Defensoria Pública, para que acompanhe esse caso de perto para que tragédias
não voltem acontecer aqui no Maranhão e no Brasil”, finalizou.
Na última semana, causou surpresa
e estranheza aos observadores sérios do Direito e aos agentes políticos
positivamente comprometidos com a defesa da nossa Constituição de 88, a
tentativa de anular parte do texto da Carta Magna, que de maneira muito acertada
consagrou-se como a constituição cidadã, e substituí-la por um novo texto, numa
nova constituinte.
A carta de 88 foi uma grande
vitória da sociedade organizada, assentada em uma representatividade política
que conservava ares de republicanismo, mesmo que em níveis variáveis, a
depender do agente político envolvido. Tempos de grandes homens como Ulysses
Guimarães. Escapes absolutistas foram devidamente controlados com a separação
dos poderes, encontrando fácil guarida aqui por meio dos resultados da
experiência francesa.
Com toda essa macro organização
de poderes, surgiram estruturas inequivocamente úteis e fundamentais como
funções essenciais à Justiça. A principal dessas estruturas é o Ministério
Público. Com o Parquet definitivamente assentado em estrutura sólida e
orçamento robusto, devidamente protegido pela égide do protecionismo
constitucional, houve recentemente uma ofensiva à classe política que alcançou
papel destacado na mídia. Nem todo político é republicano e ético, porém
tratamos aqui de representantes do povo, que mesmo quando apresentam evidências
adequadas de inocência, são tratadas por alguns membros do MP como réus
confessos de delitos os mais complexos possíveis.
Na política, a garantia da
presunção de inocência assegurada pela CF tem-se transformado muito rapidamente
em presunção de culpa. É preocupante que uma parte dessa elite de agentes
públicos, aprovados mediante concurso de provas e títulos, estáveis, possam de maneira algumas vezes desarrazoada
destruir reputações de agente políticos eleitos pelo povo. Casos extremos, como
a sanha persecutória de Deltan Dallagnol em Curitiba, que combinava sentenças
com magistrados, ou mais emblemático ainda o caso de Rodrigo Janot, que admitiu
a tentativa não-concretizada de assassinar um ministro do STF e em seguida pôr
fim à própria vida.
A que ponto as coisas chegaram!
Há de se atentar para isso! Infelizmente! Talvez chegue o dia em que avaliações
psicológicas sejam necessárias para essas
pessoas que desempenham grandes missões, para que distúrbios
psiquiátricos como o narcisismo patológico e a esquizofrenia não se confundam
com espírito público.
O lava-jatismo que surgiu pujante
a partir do MPF de Curitiba e ganhou ares de Liga da Justiça da DC Comics
obteve avanços inegáveis do ponto de vista da celeridade processual e da
recuperação de ativos estatais, porém isso veio à custa de retrocessos
inegáveis no campo do garantismo constitucional… A prosseguir nesta toada,
viveremos o próximo passo será criar uma estrutura prisional nos moldes de
Guantánamo, onde os direitos dos presos são constantemente relativizados.
A quem serve essa situação? A
quem serve essa busca por hegemonia de setores do MP e Judiciário, colocados
como estandartes desse movimento de criminalização da política? A quem serve
“vender” para milhões de pessoas no país que o Brasil só prosperará sem
políticos e com demonização ampla e
irrestrita de todos esses agentes, não escapando mesmo os mais éticos?
Agora, a luta dos lava-jatistas,
pautada na mais assombrosa desfaçatez, é a de garantir a prisão em segunda
instância no ordenamento constitucional. Às favas com os escrúpulos para esses
sacripantas! O artigo 60 da Constituição diz muito claramente que as garantias
individuais, a forma federativa, o voto secreto e a separação dos poderes são
itens imutáveis, as chamadas cláusulas pétreas. “Esquecem” descaradamente que a
constituição é do modelo semirrígida, mutável, à exceção desses quatro pontos.
Na impossibilidade de mudar o entendimento constitucional do artigo 5º, pelo
fato da presunção de inocência ser uma garantia individual, eles tentam mudar
agora os arts. 102 e 105, onde se tratam de recursos especial e extraordinário,
transformando-os em ações autônomas e
legando ao acórdão do colegiado dos TJs o conceito de trânsito em julgado.
Esquecem-se os incautos e os canalhas que a liberdade é o mais inegociável dos
bens da existência humana. Esquecem-se que o núcleo essencial do conceito de um
recurso é a possibilidade de reverter uma sentença a partir de um escalonamento
de tribunais cada vez mais qualificados e com funções específicas. Esquecem de
dizer para a população de maneira cínica que a imensa maioria das ações não
sobem para as 3ª e 4ª instâncias. Criaram Fake
News pra dizer que 190 mil seriam liberados, criaram que Nardoni e
Richthofen seriam soltos com essa decisão do Supremo… mentiras são propagadas
na velocidade da luz pra atingir objetivos. Vergonha!
Sabe qual a realidade? No fundo,
o que eles querem não é prender Lula novamente, pois com essa nova PEC de
segunda instância, ele indubitavelmente não seria atingido, graças à
irretroatividade da lei penal em prejuízo do réu. O que a bancada governista
quer, ao pautar essa nova constituinte, é constitucionalizar no nascedouro
aberrações como um SUS cada vez menos universal, uma desvinculação de receitas
que desobrigue gastos mínimos em Saúde e Educação. Colocar no nascedouro de uma
nova Carta Magna um orçamento que não esteja obrigado a reduzir desigualdades,
fadado à concentração de mais riqueza na mão dos mais ricos e sentença de morte
aos nossos cidadãos e cidadãs, cada vez mais à míngua do poder público. Uma
Constituição dos banqueiros e demais rentistas… Não passarão!
Avança na Assembleia projeto que cria Comissão de Turismo e Cultura. Foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça. A iniciativa do Projeto de Resolução 112/2019 é de iniciativa do deputado estadual Yglésio. O projeto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça nesta terça-feira (12) na Assembleia.
A matéria acrescenta o Inciso XIII ao artigo 30, do Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Maranhão, criando a Comissão Permanente de Turismo e Cultura. A relatoria do projeto foi do deputado Zé Inácio (PT).
A iniciativa de criar uma comissão exclusiva para a Cultura e Turismo ocorreu devido a um pleito de entidades ligadas ao setor de Turismo no Maranhão. Quando tiveram reunidos em agosto ficou decidido (a primeiro momento) que o parlamentar pediria o desarquivamento da proposta da ex-deputada estadual Nina Melo. Ocorre que o parlamentar acreditou ser mais salutar apresentar uma nova proposta de Comissão que incluísse Turismo e Cultura, áreas correlatas e de interesses em comum. Por isso, uma nova propositura foi apresentada na Assembleia Legislativa do Maranhão.
Entre as entidades que apresentaram o pleito ao parlamentar estão a Associação Maranhense de Mídias Especializadas em Turismo e Cultura, Maranhão Destination, Sindicato de Bares e Restaurantes do Maranhão, Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Similares – Regional Maranhão, Associação Brasileira dos Jornalistas Editoriais de Turismo e Confederação Nacional do Turismo.
Na última sexta-feira (08), o deputado estadual Yglésio esteve na cidade de Teresina onde foi recebido pelo prefeito da capital piauiense, Firmino Filho (PSDB). O parlamentar maranhense, que é pré-candidato a prefeito de São Luís tem visitados gestões municipais com destaque. Em maio, esteve em Curitiba (PR), com o prefeito Rafael Greca (DEM). Em Teresina, Yglésio teve uma audiência com Firmino, prefeito de Teresina por quatro vezes.
O deputado Yglésio – que é presidente da Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa – acredita que na administração pública não há segredo, mas uma gestão comprometida com resultados. “visitamos o prefeito de Teresina, Firmino Filho, para conversamos sobre gestão pública e os desafios enfrentados pelas grandes cidades neste cenário de crise no país. Teresina tem alguns pontos em comum com a realidade de São Luís e tem apresentado bons resultados em diversas frentes”, disse o parlamentar em suas redes sociais. Yglésio disse ainda que é importante buscas boas práticas pelo Brasil para elevar a qualidade de vida da população
São Luís e Teresina tem realidades parecidas, mas a capital do Piauí desponta de índices melhores que a capital do Maranhão. A educação é um exemplo. Teresina no ano de 2017 alcançou a nota de 6,8 no Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (IDEB), enquanto São Luís alcançou apenas 4,6 em 2017. Os bons exemplos também podem ser vistos em outras vertentes da administração pública, como infraestrutura.
O deputado Yglésio vai continuar sua agenda de visitas em prefeituras. A próxima cidade é Boa Vista, capital de Roraima.
O deputado estadual Dr. Yglésio destacou na Assembleia Legislativa do Maranhão a nomeação do professor Natalino Salgado para a reitoria da Universidade Federal do Maranhão. A posse do reitor Natalino acontece nesta terça-feira, às 14h, em Brasília. O nome de Natalino Salgado foi confirmado pelo presidente da república depois do professor universitário vencer a eleição acadêmica.
Natalino é natural de Cururupu (MA) e já foi reitor da UFMA por duas oportunidades, de 2007 a 2015. Graduou-se em Medicina pela Universidade Federal do Maranhão e tornou-se mestre e doutor em Nefrologia pela Universidade Federal do São Paulo. O deputado Yglésio destacou o currículo de Salgado e lembrou de sua convivência com o próximo reitor da UFMA.
“Sou egresso da UFMA, tive a oportunidade de ser Professor por aquela Universidade, passei no concurso para a UFMA, aos 30 anos de idade, para o Departamento de Morfologia, mas conheço o Professor Natalino Salgado, desde a primeira oportunidade que tive, sendo Secretário da Universidade, lá do Hospital, eu tive um emprego que me ajudou a guardar dinheiro para poder fazer uma residência fora de São Luís, para poder me profissionalizar da melhor forma possível e realizar depois o sonho de voltar para cá; então eu sou muito grato”, disse o deputado em momento de emoção.
O parlamentar lembrou das dificuldades que o Brasil encontra e desejou boa sorte à Natalino Salgado. “A última conversa que eu tive com o Professor Natalino Salgado, ele estava extremamente empolgado com a possibilidade de ser novamente Reitor da UFMA, e quem o conhece sabe que quando ele está empolgado, as coisas realmente acontecem. Ele vai a Brasília, ele consegue recursos, ele mobiliza a bancada de Deputados Federais, de Senadores, ele tem essa capacidade realmente de fazer uma gestão que capte recursos e apresente resultados para a sociedade”, destacou Yglésio.