Hoje (15), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) denunciou atitudes da Universidade CEUMA aos estudantes do curso de medicina, classificadas por ele como prejudiciais aos alunos. Os estudantes do curso, conforme disse o deputado durante o seu discurso, relataram uma série de problemas dentro do curso de medicina que, inclusive, foram denunciados há alguns meses pelos próprios alunos.

O deputado destacou que a situação em que os alunos de medicina estão expostos não condiz com o valor da mensalidade paga por eles. Além disso, com disse o parlamentar, o que está sendo principalmente afetada é a formação profissional dos estudantes.

“(…) Não é apenas a questão financeira que está sendo observada; nós estamos falando de formação médica, nós não queremos técnicos em medicina terminando a faculdade hoje. E aí, sem condições de dar um plantão, de maneira adequada”, disse Yglésio. “A covid-19 nos mostrou a necessidade de uma formação médica cada vez melhor!”, concluiu. Ainda segundo o deputado, os estudantes do curso relatam ter dificuldade de dialogar com a instituição. “Há mais de um mês, estão tentando marcar uma reunião com a direção da instituição (…). Os alunos estão cada vez mais desesperançosos com a formação deles”, pontuou o parlamentar.

Outro ponto destacado pelo deputado é em relação ao tempo do internato dos alunos do CEUMA. Segundo o deputado, ao fazer uma comparação com o que é praticado na Universidade Federal do Maranhão e na Universidade CEUMA, na primeira, os alunos ficam durante três meses no internato, “período de extrema importância para a formação médica”, disse Yglésio. Já no CEUMA, hoje, os alunos não ficam por mais de 40 dias, no Hospital Carlos Macieira, em condições cada vez mais deprimentes”, concluiu o parlamentar.

Condições de trabalho dos professores

Yglésio, aproveitando a oportunidade, também destacou que os professores do curso também estão sendo prejudicados pela instituição ao dizer que eles trabalham sendo contratados como pessoas jurídicas, tendo remuneração de R$ 56,00/hora que, segundo ele, é um desrespeito à formação médica. Além disso, também disse que houve demissões de professores qualificados, diminuindo, assim, a qualidade do ensino que é oferecido, hoje, pela Universidade CEUMA.