Ayrton Pestana foi inocentando após perícia concluir que o carro do acusado não era o mesmo utilizado no crime ao publicitário Diogo Costa, no dia 17/06, em São Luís

Foi protocolada recentemente na Assembleia Legislativa uma indicação do deputado estadual Dr. Yglésio (PROS), que sugere ao Estado que conceda apoio psicológico ao Ayrton Pestana e seus familiares como parte da reparação dos danos causados. O Ayrton foi preso na quinta-feira (17) após ser classificado pela Polícia como principal suspeito do assassinato do Diogo Costa, crime ocorrido na última terça-feira (16), em São Luís.

Após perícia do carro do Ayrton, semelhante ao utilizado no crime, um fiat Argo vermelho, o Instituto de Criminalística do Maranhão, o ICRIM, constatou que não se tratava do mesmo veículo, pois não haviam indícios de pólvora. Além disso, também foi comprovada a versão do acusado de que a placa do seu carro havia sido clonada e que, no dia e horário do crime, o carro não circulava pela região da Lagoa da Jansen por meio de um vídeo de câmera de segurança de um posto de gasolina.

Essas provas apontaram para a inocência do indivíduo, deixando evidente a injustiça de sua prisão e a fragilidade com a qual a PM estava levando as investigações.

De acordo com o deputado, que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa, a prisão preventiva do Ayrton Pestana foi equivocada e isso afetou gravemente tanto o acusado como seus familiares, e que o Estado deve fazer a reparação dos danos causados.

“O Estado precisa reparar os danos causados pela polícia ao Ayrton e seus familiares após aquela prisão equivocada da semana passada. Prender um inocente sem indícios claros da autoria do crime é algo que afeta e muito o cidadão e, principalmente, seus familiares. Então, está mais do que na hora de dar apoio ao acusado, começando pelo psicológico”, disse o deputado Yglésio.

A medida pode marcar o início de uma série de reparações causadas pelo Estado sobre o Ayrton Pestana e sua família. O que se espera é que o poder público tome esse caso como um exemplo para que a polícia seja mais cautelosa nas investigações dos próximos casos e que mais inocentes não sejam presos por crimes cometidos por outras pessoas.