Na manhã desta terça-feira (01), durante Sessão Plenária na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS) repudiou a abordagem da polícia militar a um grupo no município de Rosário, na região metropolitana de São Luís, que resultou em agressividade por parte dos policiais.

Um homem foi atingido por uma bala de borracha disparada da arma de um dos policiais a poucos metros de distância e outras pessoas foram fisicamente agredidas.

Durante o seu discurso, Yglésio classificou a abordagem da polícia como sendo de caráter higienista e um completo absurdo. Ainda segundo o parlamentar, a atitude dos policiais vai de encontro com os resultados positivos que a PM vinha tendo e atribuiu isso a falta de critérios estabelecidos pelo Comando Geral da PM.

“Esse caráter higienista da polícia militar não corresponde ao resultado que a gente vinha tendo. Nós vínhamos evoluindo, aqui, com um a polícia militar cada vez mais humanizada, mas esse ‘descomando’, hoje, da polícia, ele está comprometendo os resultados porque não obedece a hierarquia da corporação, não tem tido critério no estabelecimento do comando e isso tem gerado grande descontentamento na tropa”, disse o parlamentar. “Quando perde a cadeia hierárquica da polícia militar, acontece isso bem aí que aconteceu em Rosário. Policiais que acham que estão acima da lei, não é essa conduta”, completou.

Como solução, Yglésio apontou que a padronização dos procedimentos de abordagem da polícia militar podem ser um caminho para evitar situações como a que ocorreu em Rosário, além de evitar que, segundo ele, bons policiais sejam afetados por essas atitudes.

“A gente precisa ter uma padronização dos procedimentos, uma melhora das ações do comando da instituição, porque da forma que está, tem se repetido, tem piorado”, disse o deputado. “Nós não podemos deixar a honra da polícia militar do Maranhão por conta de ações pontuais como essa, que estão se proliferando, macular a grande quantidade de bons policiais que a gente tem aqui no estado do Maranhão”, concluiu.

A Comissão dos Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa vai acompanhar o caso.