A mesa diretora da Assembleia Legislativa aprovou os requerimentos nº528/2019, de autoria do deputado Yglésio (PDT) e Rildo Amaral (SDD) e o requerimento nº 533/2019 de autoria do deputado Yglésio. Os dois requerimentos se referem à condução do Delegado de Polícia Civil, Pedro Adão na prisão do jornalista Toninho Abreu na cidade de Vargem Grande (MA). Com autorização da mesa, a convocação vai ser através da Comissão de Segurança Pública da Alema.
A atuação policial na prisão do apresentador Toninho Abreu, da TV Líder de Vargem Grande, repercutiu na Assembleia Legislativa do Maranhão depois do deputado estadual Yglésio Moises levar o assunto para o Plenário Nagib Haickel. O apresentador foi preso no último dia 19 de setembro pelo não pagamento de pensão alimentícia. “O que aconteceu não foi um simples ato de prisão pela falta de pagamento de pensão. Todo dia você tem pais e até mães de família presos pelo não pagamento de pensão, mas um espetáculo, uma execração pública dentro do município, foi isso que ocorreu, mostramos isso nos vídeos na Assembleia”, disse Yglésio.
O presidente da Assembleia, Othelino Neto (PCdoB), fez o registro de seu voto favorável aos requerimentos, mesmo sem precisar votar. O deputado Wellington do Curso pediu para subscrever os requerimentos. Agora a Comissão de Segurança Pública deve convocar o delegado Pedro Adão para prestar esclarecimentos.
A
atuação policial na prisão do apresentador Toninho Abreu, da TV Líder de Vargem
Grande, repercutiu na Assembleia Legislativa do Maranhão. O apresentador foi
preso no último dia 19 de setembro pelo não pagamento de pensão alimentícia. O
delegado Pedro Adão coordenou a prisão do comunicador de forma truculenta e
humilhante.
Na
tribuna, Yglésio concordou com a prisão pelo não pagamento de pensão, mas
denunciou a forma espetaculosa e vexatória pela qual o denunciado foi levado
para a delegacia. O deputado estadual Yglésio classificou como abuso de
autoridade a atuação do delegado Pedro Adão na condução do comunicador
“O que
aconteceu não foi um simples ato de prisão pela falta de pagamento de pensão.
Todo dia você tem pais e até mães de família presos pelo não pagamento de
pensão, mas um espetáculo, uma execração pública dentro do município, foi isso
que ocorreu, mostramos isso nos vídeos na Assembleia”, argumentou o deputado
Yglésio.
Ao
comentar o caso com a imprensa, Yglésio disse que a Lei de Abuso de Autoridade
tem que ser discutida e aprovada. “Mais do que nunca a gente precisa da
aprovação dessa lei de abuso de autoridade para que agentes públicos não se
invistam das funções públicas para ter benefícios pessoais ao atuar contra
adversários políticos nessas pequenas cidades do Maranhão.”, argumentou.
Fiança de R$ 39 mil reais
Devendo
R$ 38 mil reais, o delegado arbitrou adicionalmente uma fiança de R$ 39 mil, ou
seja, para deixar a prisão, o apresentador teria que pagar R$ 77 mil reais. O
juízo da comarca diminui a fiança para R$ 10 mil reais e Toninho Abreu negociou
a pensão alimentícia em R$ 30 mil.
“Pensão
ele tem que pagar. Ele tem que ser preso caso não pague. Mas não precisa
colocar ele de cueca em uma cela com pessoas que cometeram crimes graves. O delegado
arbitrou uma fiança de R$ 39 mil reais, mais que o débito da pensão
alimentícia. Isso é um desrespeito. Qual o motivo? Pelo fato do apresentador
dizer que o delegado iria ser denunciado por estar conduzindo a prisão daquela
forma?”, questionou Yglésio.
Medidas
O
deputado Yglésio solicitou que a Mesa Diretora requeira informações ao
secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, sobre a atuação do Delegado
Pedro Adão. Também pediu a abertura de uma sindicância para investigar
possíveis irregularidades cometidas pelo Delegado de Polícia. Por meio da
Comissão de Segurança, também convocou o delegado para prestar esclarecimentos.
O plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão aprovou, na sessão desta segunda-feira(16), o Projeto de Lei 250/2019, de autoria do deputado Drº Yglésio Moisés (PDT) e coautoria do deputado Othelino Neto (PC do B), presidente da Casa, que estabelece diretrizes estaduais para a implementação de cuidados paliativos direcionados aos pacientes com doenças que ameaçam a vida. O projeto, aprovado em segundo turno, vai agora à sanção governamental.
O projeto tem como finalidade reafirmar a vida e a morte como processos naturais, a melhoria da qualidade de vida das pessoas e seus familiares, por meio da identificação precoce, prevenção e alívio do sofrimento físico, social, emocional e espiritual.
Os cuidados paliativos deverão ser ofertados em qualquer ponto da rede de atenção à saúde, notadamente a atenção básica, a atenção domiciliar, a atenção ambulatorial, urgência e emergência e atenção hospitalar. O poder público poderá criar, em parceria com as instituições de ensino superior maranhenses, três cadastros distintos, mas complementares entre si, quais seja:
Cadastro Estadual de Portadores de Doenças Crônicas, de Evolução Progressiva, Degenerativas e Sem Possibilidade de Cura;
Cadastro dos Profissionais da Equipe Multidisciplinar;
Cadastro dos Serviços que Oferecerão os Cuidados Paliativos, que deverá auxiliar os pacientes e seus familiares no momento da escolha pela mais adequada prática de assistência, que visa oferecer dignididade e diminuição de sofrimento.
Antes da aprovação em plenário, o projeto recebeu pareceres favoráveis da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com a relatoria do deputado Antônio Pereira (DEM) e da Comissão de Saúde, com a relatoria do deputado Wendell Lages (PMN).
Entrevista concedida ao Jornal “O Imparcial” na edição de
08/09/2019
Correndo por fora dentro do próprio partido, o deputado estadual Dr. Yglésio também se coloca como pré-candidato à prefeito de São Luís. Apesar da cúpula do PDT confirmar o nome de Osmar Filho como preferido, ele ainda tem a expectativa de mudar a opinião do partido. Ainda em seu primeiro mandato eletivo, Yglésio tem buscado se destacar dentro da Assembleia Legislativa para migrar para o Poder Executivo em 2020, mesmo que para isso precise trocar de partido.
Perfil
O deputado estadual Dr. Yglésio é médico e professor
universitário, tem 38 anos, é casado com Juliana Britto e pai de três filhos.
Foi aprovado, em 2010, para o concurso de Professor de Anatomia da UFMA, sendo
o mais jovem professor Doutor da história do Departamento. Permaneceu naquela
Instituição de Ensino Superior (IES) até o ano de 2015. Atualmente, é professor
de Habilidades Médicas da Universidade Ceuma. Exerce seu primeiro mandato parlamentar,
com a votação expressiva de 39.804 eleitores para o quadriênio 2019-2022, pelo
Partido Democrático Trabalhista (PDT). Dos 42, foi o 24º parlamentar mais
votado. Em 2014, ficou como primeiro suplente pelo Partido dos Trabalhadores
(PT), com 16.032 votos. Além disso, ele também disputou eleição de vereador em
São Luís em 2012, obtendo 1432 votos.
Por que você quer ser prefeito de São Luís? Vale a pena
ocupar o cargo, mesmo com a crise financeira?
Primeiro, porque eu acredito que a cidade tem as ferramentas
necessárias para desenvolver-se bem mais do que no estágio atual. Segundo,
porque acredito que tenho a visão estratégica necessária para coordenar,
engajar e manter motivados vários atores e atrizes sociais num projeto de
cidade, coisa que até hoje não foi feita. Crise é sinônimo de oportunidade.
Neste cenário anticíclico que temos, é possível
potencializar o trinômio receita/despesa/resultados, buscar parcerias em
investimentos e acima de tudo, resgatar o espírito de confiança do ludovicense
na cidade e nos seus agentes públicos , que há tempos está arranhado.
Cite três coisas que você considera fundamental para o
futuro da capital?
1. Otimizar os custos com pessoal e fazer gestão de
resultados na administração pública. A Prefeitura precisa deixar de ser uma
grande gestora de folha de pagamento e transformar-se numa indutora de
desenvolvimento da cidade.
2. Ampliar a cobertura de assistência primária na saúde e o
parque de leitos hospitalares.
3. Mudar o paradigma de infraestrutura da cidade, incluídos
aí os setores de trânsito/transportes a obras públicas.
Modelo
híbrido técnico-político
Quais seriam as coisas que você mudaria primeiro na
capital?
Primeiro: o modelo de gestão. Investiria num modelo híbrido
técnico-político, mas com predominância técnica.
Segundo: buscaria uma relação muito melhor com a classe
política, no sentido de ampliar o relacionamento com Brasilia (especialmente),
com maior captação de emendas e investimentos federais. Além disso, criaria um
núcleo de captação de recursos internacionais e de fomento a parcerias
público-privadas. São Luís é um verdadeiro terreno aberto para parcerias, sejam
elas institucionais ou de crédito. Um mérito da atual gestão foi a
responsabilidade com as contas públicas, São Luís ainda goza de boa margem pra
captação de receitas. Portanto, estou extremamente otimista com tudo que
podemos criar à frente da prefeitura. Em outra frente, é preciso apresentar um
plano pra São Luís que tenha um olhar generoso para uma população que tem sido
invisibilizada, gente que precisa de uma política de acessibilidade e não
apenas de rampas e placas em braile. Apresentar uma São Luís acessível,
melhorar a acessibilidade dos terminais rodoviários, ruas, hospitais,
repartições públicas. É preciso ser cidade para todos os Ludovicenses.
Aliança entre a Prefeitura e o Governo do Estado é essencial
para a gestão?
É benéfica, é vantajosa, porém não é indispensável. É
perfeitamente possível que um prefeito de São Luís faça uma boa gestão sem
depender de governo estadual.
E com o Governo Federal?
O mesmo raciocínio do governo estadual vale pro governo
federal. Com o adendo de que São Luís nunca foi prejudicada, nem creio que vai
ser algum dia, por Brasília.
Por que você merece o voto do ludovicense?
Ainda estamos longe da eleição, não é momento de falar de
voto e acho sempre complicado fazer autoavaliação ou autopropaganda, então o
que tenho pra mostrar (e deixo a população livre pra avaliar) é uma vida
dedicada aos estudos, ao trabalho pelo SUS, às grandes causas do legislativo
maranhense e uma inquietude muito grande dentro de mim, que me faz não aceitar
a cidade que temos do jeito que ela está. Tenho certeza que São Luís pode e
merece muito mais.